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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Isopor e o impacto ao ambiente

O isopor - poliestireno expandido, é um plástico celular e rígido, que pode apresentar numa variedade de formas e aplicações. Apresenta-se como uma espuma moldada, constituída por um aglomerado de grânulos.O isopor é uma espuma formada a partir de derivados de petróleo, é o poliestireno expandido. Na sua antiga fabricação entrava o gás CFC, acusado de ser nocivo a camada de ozônio. Porém atualmente usa-se outro gás para expandir o poliestireno.
Nas instalações dos produtores de isopor, a matéria prima é sujeita a um processo de transformação física, não alterando as suas propriedades químicas.
O Impacto no Meio Ambiente
O isopor é um produto sintético proveniente do petróleo e deriva da natureza, tal como o vidro, a cerâmica e os metais.
Na natureza o isopor leva 150 anos para ser degradado, conforme estimativas. Na natureza, pelotas de isopor são confundidas com organismos marinhos, como o plástico, e ingeridas por cetáceos e peixes, afetando-lhes o sistema digestivo.Quimicamente, o isopor consiste de dois elementos, o carbono e o hidrogênio. O isopor não contem qualquer produto tóxico ou perigoso para o ambiente e camada de ozônio (está isento de CFCs). O gás contido nas células é o ar. Por se tratar de um plástico e de ser muito leve, o processo de fabricação consome pouca energia e provoca pouquíssimos resíduos sólidos ou líquidos. O gás expansor incorporado na matéria prima (o poliestireno expansível) é o pentano.
O isopor pode ser considerado um produto ecológico, já que não contamina o solo, a água e o ar e é 100% reciclável e reaproveitável.A utilização do isopor como isolamento térmico permite poupar energia que, durante a vida útil do edifício, pode chegar a ser centenas de vezes superior à energia consumida durante o seu fabricação. Esta economia de energia significa que, para além preservar os recursos energéticos, o uso de isopor reduz a emissão dos gases poluentes e dos gases que contribuem para o efeito estufa na atmosfera.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Petróleo


O petróleo no sentido de óleo bruto, é uma substância oleosa, inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom (castanho).Combinação complexa de hidrocarbonetos. Composta na sua maioria de hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos. Também pode conter quantidades pequenas de nitrogênio (N), oxigênio (O), compostos de enxofre (S) e íons metálicos, principalmente de níquel (Ni) e vanádio (V). O petróleo é um recurso natural abundante, porém sua pesquisa envolve elevados custos e complexidade de estudos. É também atualmente a principal fonte de energia. Serve como base para fabricação dos mais variados produtos, dentre os quais destacam-se: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

POLUIÇÃO MARINHA CAUSADA PELO PETRÓLEO

O petróleo vertido no mar constitui um tipo de poluição importante e preocupante à escala mundial. Tendo em conta que 1/5 da produção provém de jazidas minerais "offshore", e que ocorrem acidentes durante a extracção e o transporte de hidrocarbonetos, estima-se que todos os anos, sejam introduzidas nos oceanos, através da acção humana, seis milhões de toneladas de hidrocarbonetos, o que representa uma das causas principais da poluição dos oceanos. Tendo em conta a estimativa atrás referida e que uma tonelada pode cobrir uma área de 12 Km2; os oceanos encontram-se assim contaminados quase permanentemente por uma película de hidrocarbonetos. Esta poluição tem consequências nocivas sobre os recursos vivos constatando-se uma diminuição do nível de actividade fotossintética das algas e do fitoplâncton.
Este tipo de poluição é provocada pelas águas residuais provenientes do consumo doméstico e industrial. Devido à chegada massiva de turistas durante a época balnear, constata-se na costa norte do Mediterrâneo, um aumento da poluição das águas do mar causado por matérias orgânicas fermentáveis, agravado pelo facto das estações de tratamento se encontrarem sobrecarregadas.
Esta poluição orgânica tem consequências catastróficas para quase todos os organismos vivos que povoam a zona nerítica. Estudos relativos aos resíduos provenientes do aglomerado urbano de Toulon no Cabo Sicié, demonstraram que a descarga de efluentes urbanos ao ritmo de, apenas 7.5 m3/s, foi o suficiente para deteriorar e até mesmo destruir totalmente o mundo submarino numa área de mais de uma centena de hectares até à profundidade de 40 metros. A poluição destruiu assim os bancos de algas de "Posidonia", grandes plantas com flores subaquáticas, que constituem uma das comunidades vivas mais ricas e mais produtivas de todas as águas do litoral mediterrânico. Os efluentes do aglomerado urbano de Marselha provocaram danos ainda mais catastróficos; desta forma as comunidades de Cysioseira stricta, uma grande alga castanha, localizadas na zona infra litoral encontravam-se afectadas, desde 1975, por este tipo de poluição numa área de 20 Km2. Felizmente, a entrada em funcionamento de uma estação de tratamento de águas residuais que permite tratar 53% das águas usadas na região de Marselha, possibilitou repôr de forma significativa as comunidades marinhas numa área importante da zona afectada..